Monumentos viários romanos georreferenciados
Dez 03
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Finalmente ficou completa a georreferenciação dos principais monumentos viários romanos existentes em território nacional. Esta é uma versão muito mais exaustiva do ficheiro disponibilizado no post “Os principais monumentos viários romanos no Google Earth” publicado em Julho 2008. Nesta versão foram acrescentados os miliários e os marcos territoriais (Terminus Augustales) dos quais se conhece o paradeiro, indicando com precisão o local onde se encontram nos dias de hoje. Também foi incluída uma tentativa de fixar a localização das mansiones referidas no Itinerário de Antonino apesar de algumas serem para já hipotéticas. Deste modo pretende-se que o viajante curioso pela viação romana possa dispor de um mapa-guia para encontrar estes importantes vestígios. Se encontrar erros ou imprecisões envie uma mensagem usando o campo abaixo.
- Google Earth: basta fazer o download do ficheiro em formato KMZ neste Link.
- Google Maps: abrir directamente no browser seguindo este Link.
- Dispositivos móveis: primeiro tem que instalar o Google Mobile Apps no seu telemóvel; depois seleccionar “Options”/”Opções” e escolher “Search”/”Pesquisar” e escrever o link completo: http://psoutinho.planetaclix.pt/out/viasromanas.kmz
(foi testado em smartphones Symbian S60/Nokia, Blackberry, Android e iPhone; neste último o browser também lê ficheiros KMZ).
ATENÇÃO: o Google Maps Mobile apenas carrega a parte dos dados do ficheiro correspondente à região seleccionada no mapa pelo que é necessário efectuar pesquisas sucessivas sempre que mudamos a região pretendida.
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Jan 03, 2011 @ 11:09:17
Bom Dia…
Deixo aqui mais duas referências: Villa Romana de Parreitas, Alcobaça, onde tive oportunidade de participar nas três últimas campanhas de escavação (39.575371,-9.025191 no Google Maps). Consegue ver-se os contornos das estruturas com zoom no máximo. Infelizmente, desde 2003 até hoje,o sítio tem sido utilizado para muitos fins… até notei rastos de motocross da ultima vez que lá passsei…
Collipo, teoricamente seria a sede de um municipio a norte de Eburobritium. Localizas-se poucos quilómetros a sul de Leiria, nummonte. Seria possivelmente um castro romanizado: 39.673128,-8.797971 (penso que foi neste campo que encontraram vestígios)
Um abraço…
Jan 03, 2011 @ 11:45:32
Obrigado pelo contributo. Não inclui villas romanas porque esta lista foca apenas nos vestígios viários.
Collipo já seria de incluir visto que teria sido uma mansio da estrada entre Conímbriga e Lisboa passando por Eburobirtium, no entanto essa localização em S. Sebastião do Freixo é para já apenas a hipóteses mais provável de entre várias possíveis localizações.
Jan 13, 2011 @ 21:04:45
Boa Noite
Sou um peregrino Jacobino e queria ter alguma informação sobre o itinerário desde Viseu a Braga passando por Lamego Amarante, Mondim, Guimarães.
Existe algum mapa em que posso ir para o terreno e identificar esse mesmo trajecto.
Pretendo este ano fazer o trajecto desde Tavira e em Belmonte flectir para Famalicão da Serra para chegar a Viseu fazendo assim a tão famosa estrada romana que vinha de Mérida.
Ficarei a aguardar noticias
Obrigado
Miguel Sampaio
Jun 07, 2011 @ 18:32:48
Os itinerários romanos são em grande parte conjecturais devido às muitas incertezas quanto à sua rota pelo que não existem mapas ou itinerários muito definidos nas regiões que refere. Talvez a melhor ferramente disponível para traçar o seu itinerário é utilizando o Google Maps que tem uma opção para traçar o caminho a pé. Não sendo por vezes o antigo caminho (que muitas vezes está impraticável)mas indica pelo menos o caminho mais curto a pé por caminhos fora das estradas nacionais.
Algumas notas sobre o percurso:
Viseu-Braga
Entre Viseu e a travessia do Douro não sabemos o caminho antigo, mas o melhor é rumar a Castro Daire e daqui pode seguir 2 hipoóteses, uma vai por Resende, Mesão Frio, Amarante, Lixa, Guimarães, Braga ou atravessar a Serra de Montemuro até Cinfães e daqui para que tem são seguir para Resende, Marco de Canaveses, Felgueiras, Guimarães e Braga. Mondim (de Basto?) é um grande desvio pelo que neste caso o melhor seria ligar a Braga por Fafe.
Tavira-Viseu
De Tavira a Beja existem várias hipóteses, mas o melhor talvez seja seguir pelo itinerário que descrevo e que parte de Luz de Tavira (antiga cidade de Balsa) passa em Moncarapacho, Mealha (Cachopo) e seguir até S. Pedro de Solis e daqui até Beja. Entre Beja e èvora o traçado está bem definido (Por Cuba e Viana do Alentejo) e pode vê-lo no site.
Depois de èvora segue pelo Vimieiro ou por Évora Monte até Alter do Chão (por Cano em Sousel e Fronteira). Depois por Alpalhão, Nisa até Vila Velha de Rodão onde atravessa o Tejo.Daqui segue a Castelo Branco e depois a Belmonte. Estes itinerário estão descritos em Abrantes-Salamanca. De Belmonte a Viseu segue a via Braga-Mérida atravessando a Serra da Estrela até Folgosinho e daqui a Viseu.
Espero que isto ajude.
Se quiser trocar ideias sobre o percurso não hesite em contactar-me.
Set 26, 2011 @ 13:28:29
Atenção que quando se fala em atravessar a Serra da estrela de Belmonte a Folgosinho, não é literal!ou seja
de Belmonte segue para Valhelhas, daqui para Famalicão da Serra pelo Caminho do Convento, subindo depois para a Serra de Barrelas, entre Famalicão e Barrelas existe ainda um troço do caminho Romano de Herodes, no alto da Serra (Barrelas) segundo a lenda existiria uma pousada Romana, já não há vestigios só de uma aldeia Pré-Romana dificil de ver.
de Barrelas desce para a Quinta da taberna atravessando o mondego em direcção a Videmonte antes de chegar a Videmonte encontra uma placa com a indicação de Folgosinho onde ainda há vestijos da estrada romana Mérida Braga.
Out 03, 2011 @ 08:58:24
PArabéns pelo trabalho!
Nov 03, 2011 @ 11:29:47
muito bom
Nov 08, 2011 @ 15:00:23
Correcto, faltam vários pontos de passagem.
O itinerário completo está em http://viasromanas.planetaclix.pt/index.html#viseufamalicao
No entanto a passagem deste itinerário por Videmonte não é consensual, visto que é um grande desvio da rota mais directa a Folgosinho.
Ver:
ALARCÃO (1993) , Jorge de – Arqueologia da Serra da Estrela. Manteigas: Parque Nacional da Serra da Estrela
RUIVO, J. da S.; CARVALHO, P. C. (1996) – Uma via romana na Serra da Estrela: o troço Valhelhas – Mangualde. Castelo Branco: Rev. do Museu. II Série. 1:2, p. 77-85.
Nov 18, 2011 @ 13:22:24
Actualização do ficheiro com povoados romanos em relação directa com as vias que passavam próximo.
Dez 22, 2011 @ 21:52:05
Pedro, gostaria de lhe perguntar se a via XVII do percurso Antonino ( Nerva ou Caracala) passa pela ponte de Trajano ( 104 d.c) e se o itenerário de Augusto,foi reapropriado. A minha dívida é que Argote e Távora e Abreu colocam Caladunum em sítios diferentes de Lereno Barradas e outros… Resta saber pelos miliários existentes…entre Aquae flaviae e Bracara Augusta em que ficamos. Tenho outra dúvida de vulto.. Onde é realmente o território dos Bibalos?? Viana do Bolo? Vilar de Perdizes e do Bubal…ali junto ao Castro de S. Milhão??? Não há consistência em Pilinio relacionando com a geografia actual… Mas muito menos com Ptolomeo… que situa os Bíbalos abaixo dos aqui-flaviences e dos equésios…. São essas, en suma as minhas grandes dúvidas…Caladunum e localizazão pertinente e consistente dos Bíbalos…Se souber algo mais, agradecia…e em que fontes se apoia pfavor. Obrigado e parabéns pelo magnífico trabalho aqui patenteado.
Dez 26, 2011 @ 23:08:56
Sobre os Bibali citados em Plínio, Ptolomeu e no Padrão dos Povos da Ponte de Trajano em Chaves, o melhor é consultar o artigo de João Fonte:
“O «Padrão dos Povos» de Aquae Flaviae” neste link http://csic.academia.edu/Jo%C3%A3oFonte/Papers/742171/O_Padrao_dos_Povos_de_Aquae_Flaviae. Neste artigo, João Forte situa a capital dos Bibali, o Forum Bibalorum, no Castro de San Cibrao de Las, em San Amaro na Galiza. O artigo remete esta afirmação para artigos anteriores de Jorge de Alarcão e Manuela Martins et alii, se bem que este castro é habitualmente associado a Lansbricae com base numa ara que ali se achou. O facto de aparecer no Padrão dos Povos indica que na época Flaviana estaria já sob domínio de Aquae Flaviae o que torna pouco provável uma localização da civitas tão próxima da sua capital regional, mas a dúvida permanece.
Dez 26, 2011 @ 23:34:20
Sobre Caladunum: a mansio não deveria estar longe da aldeia de Arcos (Montalegre). A localização das mansiones da Via XVII com a excepção de Ad Aquas que corresponde certamente a Chaves sempre foi muito discutida e resulta da indefinição do «verdadeiro» traçado da via. Sem evidência arqueológica que comprove estas localizações, os diversos autores têm situado as mansiones de modo a acertarem as milhas percorridos pelo «seu» traçado com o Itinerário de Antonino que é bastante preciso nas distâncias apesar de se conhecerem alguns de erros na transcrição do original. Neste itinerário em particular, existe um diferença de 3 milhas entre a distância total indicada e a soma das distâncias parcelares entre estações pelo que poderá existir um erro em 3 milhas numa das distâncias indicadas entre mansiones. Admitindo que a milhas indicadas no itinerário estão correctas, então Caladunum ficaria a 62 milhas de Braga, cerca de 92 km, distância que corresponde à povoação de Arcos ou nas suas proximidades;
Dez 26, 2011 @ 23:52:44
….de facto no lugar de Pindo apareceu um miliário indicando a milha 59 o que colocaria a mansio 3 milhas à frente na Serra de Pindo, mas como existem as tais 3 milhas de diferença na distância total, é possível que a mansio ficasse mesmo em Pindo ou mesmo na aldeia de Arcos que dista apenas uma milha (58). Quanto a vestígios não há nada de muito relevante o que não surpreende porque muitas das estações de paragem não iam além da própria mansio junto da via (algumas poderão estar até identificadas como villae) ficando o povoado algures na sua proximidade, como parece ser este o caso. Resta dizer que hoje é praticamente consensual a passagem da via XVII neste local com base nos inúmeros miliários que pontuam o seu percurso muitos dos quais eram desconhecidos pelos autores que refere. Ver aqui o itinerário; http://viasromanas.planetaclix.pt/index.html#bragachaves
Dez 27, 2011 @ 23:59:42
Parabéns, excelente trabalho.
Já iniciei a sua divulgação pelos interessados meus conhecidos.
Paulo Coimbra
Jan 07, 2012 @ 14:38:08
Exmo. Senhor Pedro Soutinho:
Em representação do Clube de História de Valpaços*, do qual sou administrador, cabe-me a honra de o felicitar pelo seu extraordinário trabalho “As vias romanas em Portugal, Itinerários” e regular actualização que nele tem feito, bem como pelo excelente dedicação que tem dado no blog derivado do site onde há anos vimos acompanhando todo o conteúdo daquele trabalho com que não só nos congratulamos mas também nos revemos no lema que, segundo nos revela, esteve na origem dele – a contínua batalha pela conservação daquele património, que está debaixo dos nossos pés – por ser essa também a nossa batalha em relação ao património histórico e cultural do concelho de Valpaços. Acontece que tenho assumido pessoalmente um compromisso com a Casa do Povo de Vilarandelo para participar no respectivo Jornal (leia-se Boletim Informativo, nas versões digital e impressa de distribuição gratuita), artigos temáticos de interesse histórico para a comunidade e entendi agendar para a edição de Fevereiro a publicação de um tema que intitularei de “Vilarandelo na rede viária romana”, para o qual encontro no seu trabalho a melhor fonte de recursos para a elaboração desse artigo.
Venho, nesse sentido, solicitar-lhe a devida autorização para que possa utilizar informações, um ou outro mapa e, eventualmente uma ou outra foto que não seja possível obter de outro modo, ficando desde já salvaguardada a minha garantia pessoal de que, em tudo o que me for autorizado utilizar será devidamente assinalada a fonte e o respectivo autor sem adulteração do seu sentido original, como sempre o fiz, e é uma das normas editoriais do Clube de História de Valpaços, e sempre assumi fazer mais como um honroso dever do que como uma obrigação.
Fica também minha garantia pessoal de que esta solicitação só prossegue um único e desinteressado objectivo – a (re)descoberta, divulgação e conservação do nosso Património.
Com os meus cordiais cumprimentos,
Leonel Salvado.
Jan 09, 2012 @ 13:42:48
Caro Leonel, agradeço as suas palavras de incentivo. Claro que pode usar toda a informação contida no site (…pois com a devida referência) e se necessitar de qualquer esclarecimento ou ajuda na interpretação das vias em torno de Vilarandelo estou disponível.
Um abraço e bom trabalho.
Pedro Soutinho
p.s. depois não se esqueça de enviar uma cópia.
Jan 09, 2012 @ 20:29:47
OK. Fica a promessa de que lhe indicarei o url da publicação prévia digital e uma cópia impressa.
Um abraço e Muito Obrigado.
Leonel Salvado